DO PULCHRUM À EXISTÊNCIA ÉTICA
relação entre a experiência da beleza e a estética das virtudes em Tomás de Aquino
Palavras-chave:
Beleza, Transcendentais, Antropologia filosófica, Ética, Esplendor Integridade, ProporçãoResumo
Este artigo propõe uma reflexão sobre a beleza como transcendental na metafísica de Tomás de Aquino, considerando a sua importância na estrutura do ser e o seu nexo com a verdade, a unidade e o bem. A partir dos critérios do belo estabelecidos por Aquino, tais quais claritas (esplendor), integritas (integridade) e proportio (proporção), analisamos como a beleza se manifesta na realidade e orienta a inteligência. Em seguida, analisaremos o evento da beleza na configuração da condição humana. Por fim, abordaremos as repercussões éticas dessa perspectiva, destacando o vigor formativo da beleza no agir humano. Com isso, buscamos mostrar como a beleza revela-se princípio de unidade entre o sensível e o espiritual, entre o ser e o dever-ser, sinalizando assim a relevância dos atos éticos fundados no desejo de harmonia. O pensamento tomista é aqui valorizado como um horizonte fértil para integrar estética, antropologia e ética.