O ENIGMA DA CONSCIÊNCIA EM IA
uma análise sob a ótica do hilemorfismo aristotélico-tomista
Palavras-chave:
Consciência, Inteligência Artificial, Hilemorfismo, Filosofia da Mente, TomismoResumo
A presente pesquisa investiga a possibilidade de consciência em sistemas de inteligência artificial (IA) sob a perspectiva filosófica do hilemorfismo aristotélico-tomista. Ao abordar a relação corpo-alma como constitutiva da natureza humana, argumenta-se que a consciência humana não pode ser reduzida a funções ou processos materiais, sendo antes fruto de uma composição substancial entre matéria e forma. Nesse sentido, discute-se como abordagens contemporâneas da filosofia da mente — como fisicalismo, funcionalismo e panpsiquismo — não conseguem abarcar plenamente a complexidade da consciência. Por fim, sustenta-se que a IA, por não possuir alma como forma substancial, não pode atingir o nível de consciência genuína, e, portanto, a responsabilidade moral deve recair exclusivamente sobre os agentes humanos.